quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Motivos para se assumir como homossexual

Vou dizer coisas que muita gente não vai gostar de ouvir, só que não consigo reprimir a minha vontade de dizer aquilo que penso, é um ideal ao qual sempre me mantive fiel, ou pelo menos quase sempre.
È muito importante que digamos sempre o que pensamos, mas pouca gente faz isso e aqueles que mostram fazê-lo, na verdade, mentem.
Nunca tive receio de o dizer, por muita empatia que eu sinta pelas pessoas, eu vou ter as palavras na fronteira entre o lado de dentro e o lado de fora da boca, muito mais para o lado de fora do que para o lado de dentro.
Vou magoar as pessoas, mas preciso dizê-lo, caso contrário, logo á noite vou ficar de ressaca moral por não o ter dito.
Para mim, não dizer o que penso e o que sou mesmo querendo fazê-lo, é uma falta de respeito próprio e eu considero isso algo desprezível.
Eu respeito e aceito a opinião contrária, mesmo repudiando-a na totalidade, portanto, é um direito meu que, tal como eu aceito a opinião dos demais, também os demais aceitem a minha.
Não vou ser juíz, não vou afirmar que estou certíssimo em relação a tudo o que penso, mas é isto que penso e até agora muita gente tentou afastar-me deste tipo de raciocínio, só que ninguém conseguiu.
Todos nós possuímos um modo diferente de pensar, teorizamos certos ideais, mas eles não são postos em prática.
Para além do meu ideal de dizer tudo o que penso, faço e sou sem receio de ser rejeitado ou criticado por isso, não obedecer a qualquer ordem que me imponham em vez de um pedido, existe em mim também, o ideal de sinceridade e fidelidade ao que penso e sou.
Não sou fâ de teatro, embora o saiba fazer melhor do que muita gente.
Não acho que isso seja sempre necessário na minha vida… Porque fazê-lo?
Por medo de não ser aceite em sociedade?
Morri por causa de não ser aceite?
Aceitação ou rejeição, são coisas que nunca me interessaram…. Não preciso de ser aceite em sociedade para ser feliz, eu sou o meu melhor companheiro, talvez um narcisista. Chamem-lhe o que quiserem.
Eu gosto das pessoas, só que o meu jeito de gostar é muito diferente do que o jeito que elas espera de mim.
Não me submeto a acreditar, nem mesmo a fingir acreditar no quer que seja só para conseguir a amizade de alguém, digo sempre á minha irmã o quanto odeio que ela use maquilhagem, porque para mim é uma coisa que eu não consigo ver na mulher.
Sou como Napoleão Bonaparte.
Nunca vi sentido em parecer bem á sociedade e sei que a maior parte das mulheres também não vêm, mas mesmo assim fazem-no.
Não vou falar de fidelidade aos ideais com a mulher de hoje em dia, uma vez que eu também não tenho muita moral para julga-la nesse aspeto, mas sim de dignidade.
Se elas não gostam de vestir aquela roupa apertada e usar a maquilhagem extremamente carregada, ou melhor, de usar maquilhagem, então porque o fazem?
Falta de respeito próprio.
Elas teorizam o respeito próprio de uma forma que eu considero quase perfeita, mas, que sentido faz a teoria?
E a submissão? Elas não querem submeter-se, coisa que a mulher dos tempos antigos parecia adorar fazer, mas mesmo assim, continuam a humilhar-se.
Algo muito bonito de se ver não é? Ou será vergonhoso?
Elas podem ter a amizade de muita gente, mas nunca terão a admiração e no meu pensamento, amizade sem admiração não é amizade.
Não admiro mulheres que tenham uma atitude dessas.
Não são dignas de admiração, são dignas de desprezo.
Cada um de nós tem o direito e o dever de sentir aquilo que bem entender por essas mulheres assim como eu tenho direito a sentir desprezo.
Uma amiga minha disse-me que admirava a minha coragem.
Eu respondi mais ou menos desta forma:
-Eu também admiro a tua, só que ainda não a vi.
Que sentido tem admirar a coragem dos outros, se relutamos em manifestar a coragem existe escondida dentro de cada um de nós e apela que façamos o impossível uma vez que somos capazes de o fazer?
Continuaremos a desejar ser como os outros quando nós mesmos somos capazes de ser muito mais do que eles?
A mulher do século 21 demonstra possuir uma falta de auto confiança exagerada e irracional.
Ela não consegue enxergar para além da fronteira, ou seja, para além das poucas capacidades que ela tem para mostrar a si própria, mas ela possui muito mais capacidades para além das que enxerga.
Já o homem homossexual não gosta de mentiras, não gosta de repressões entre muitas outras coisas.
Gosta de ser fiel aos seus ideais, mas não o é.
Alguns são tão abomináveis ao ponto de dizer que são fieis os seus ideais de sinceridade, mas se eu lhes perguntar qual a sua sexualidade, eles dirão que são heterossexuais.
Sendo assim, uma vez que o medo é maior que a sinceridade, então retire a sinceridade do seu bio dicionário.
Vocês não são sinceros, e um número infinito de verdades que vocês tenham contado, não vão reparar a enorme mentira que contam neste momento.
Sinceridade não é dizer apenas aquilo que não traz consequências, é dizer praticamente tudo.
Tudo o que tu sentes, tudo o que fazes, tudo o que tu pensas e principalmente, tudo o que tu és. 

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