quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A grandeza da mulher do século 21

Dou graças a deus por ter nascido no século 21.
Embora ainda exista muita gente que se queixa dos valores culturais deste século e com um fundo de razão em seus argumentos, nos séculos e milênios passados, tanto o estatuto de um homem como o de uma mulher, foram vergonhosos.
Mulheres masoquistas, que aceitavam ser espancadas pelos homens, julgando ser isso uma atitude amorosa.
A mulher definiu o respeito da pior forma.
Para ela o respeito consistia em reprimir as suas próprias vontades e desejos para se submeter á vontade do homem.
Por muito que a sua opinião fosse diferente, ela, para agradar o homem sem escrúpulos, que a tratava da pior forma, não manifestava a sua opinião mesmo acreditando na sua veracidade.
Nasci em um século quase perfeito, vi cenários espetaculares de mulheres a arranharem-se umas ás outras e até mesmo ao soco, mulheres a manifestarem-se em frente ás câmaras.
Mulheres tipo keny arkana, a cantar hip hop politicamente incorreto sem receio de ouvir algum homem dizer que o lugar delas é na cozinha.
As mulheres do século 21 possuem heroísmo dentro delas, mas poucas, muito poucas, se sentem capazes de o manifestar, sair á rua e mostrar que também pertencem a este mundo e o merecem tanto ou mais que nós.
Embora eu seja um homem, não posso falar bem apenas da minha condição, sou fiel a mim mesmo e afirmo sem receio que considero a mulher do século 21, alguém que tem muito para mostrar á sociedade.
Faz algum tempo que vi a minha prima revoltar-se contra a mãe por ela ter dito:
- A cadeira que está aqui é para esta gente.
Ela perguntou-lhe com indignação se não era gente como os outros.
Tais palavras fizeram-me lembrar a i quando tinha a mesa idade que ela e não compreendia as crenças das pessoas á minha volta.
Refutava tudo, praticamente tudo o que as pessoas exigiam de mim eu refutava se pensar e consequência alguma.
Cresci a fazê-lo e ainda hoje o faço.
Ainda se manifesta dentro de mim o desejo de, enquanto vivo, assistir a mulher a deter o poder, a tornar-se no que deseja ser sem dar explicação a ninguém.
Não há nada mais bonito para mim do que uma mulher que demonstra rebeldia.
Isso não é desprezível como, durante todos estes anos, certos homens afirmaram.
Em nome da sua dignidade, a mulher deve vingar:
Deve fazer o que muitas outras quiseram fazer, mas foram impedidas, por serem consideradas incapazes para tais cargos.
Mas elas não eram, nem são.
A mulher do século 21 apenas necessita de uma fórmula que lhe traga auto-confiança para praticar o que gosta, e ter respeito próprio, pois teorizar o respeito próprio não significa nada se ele não for posto em prática.
A mulher tem capacidade e força dentro dela, escondidas.
È um sentimento de capacidade que ela precisa encontrar e assim que o fizer conseguirá pÔr em prática aquilo que ela julgava ser impossível.
Eu vou dar um exemplo e talvez isso funcione:
Eu sempre fui um miúdo extremamente introvertido, pouco capaz de conversar com as pessoas á minha volta, não sabia o que elas iriam gostar que eu conversasse com elas.
Então, eu tomava anfetaminas para me extroverter e também para sentir empatia pelas outras pessoas (a longo prazo).
Eu julgava não possuir habilidade para falar com as pessoas que passava por mim, só que quando as tomava eu conseguia falar sem receios.
As anfetaminas não induzem capacidade de falar com as pessoas, elas induzem crença de capacidade e a partir do momento em que essa crença é induzida, a pessoa é capaz de fazer qualquer coisa.
Tudo é uma questão de crença.
Só porque tu acreditas que não és capaz, isso não significa que não o sejas.
Assim como eu acreditava   que não era capaz de falar com as pessoas á minha volta e quando tomava anfetaminas conseguia, ou seja, quando eu acreditava que era capaz, se você acreditar que é capaz também consegue….

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